quinta-feira, 26 de abril de 2007

Os cravos de um Abril adormecido

Há 33 anos e um dia não andava ainda por estas lides terrestres. Se andasse tinha vivido esse Abril, num Portugal de costumes atados e vontades esquecidas, com toda a paixão, emoção e esperança de uma sonhadora. Nem todos os desejos de todos os que festejaram esse dia foram concretizados, nem todas as esperanças se viveram ...muito ficou nesses primeiros dias de confronto num país que acabou por não se assumir.
O melhor é começar a lembrar esse passado...para que possamos definir um futuro!

2 comentários:

Anónimo disse...

Um sonho mesmo que com resultados aquém dos sonhados é sempre melhor que a falta dele!
Para definir um futuro teremos que encontrar novo material para as nossas esperanças e desejos.

Carmen

Zé Rocha disse...

É um previlégio ter vivido intensamente esse dia e testemunhado as porporções que a esperança tomou nessa altura.
A factura porém tem vindo a apresentar-se ao povo, a frio e sem recurso a crédito...

Talvez uma madrugada alguém volte a não dormir...tardará,mas é inevitável,já que da democracia restam uns papelinhos previsíveis e um enorme descrédito nos políticos e da política.

De qualquer modo merecem o meu agradecimento e o meu respeito esses jovens capitães a quem a população deu, desde a primeira hora, todo o apoio para derrubar o estado de coisas que se auto-intitulava de estado-novo.